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Cordino vence jogo dramático, se classifica e rebaixa o MAC

Do Blog Barra do Corda News

Foto: Ivan Silva


O Cordino garantiu presença nas semifinais do segundo turno do Campeonato Maranhense, jogando diante de sua torcida na tarde deste domingo (23), no estádio Leandrão, ao derrotar o Maranhão por 4 a 3.
A Onça venceu o duelo que foi dramático para os dois e acabou trágico para o Maranhão Atlético Clube que pela primeira vez em sua história acabou rebaixado para a segunda divisão do Maranhense em 2015.
Os gols da partida no Leandrão foram marcados por Niltinho (3) e Jocivan para a equipe do Cordino, enquanto Tenilson (2) e Deivison descontaram para o rebaixado MAC.
Nas semifinais o Cordino encara o Sampaio Corrêa, o outro confronte será entre Santa Quitéria e Moto Club. Esses confrontos estão programadas para acontecer na próxima quinta-feira (27) e no domingo (30).

Mulher morre atingida pelo caixão do marido

Do Blog do Zaidan Sousa

imagem meramente ilustrativa

Uma viúva de 67 anos morreu nesta madrugada em Tapes, no Rio Grande do Sul, ao ser atingida pelo caixão do marido. Marciana da Silva Barcelos seguia no carro da funerária para a cidade de Arroio dos Ratos (RS), onde enterraria o corpo do marido, quando um outro veículo bateu no carro em que ela viajava com o motorista da empresa. Com o impacto, o caixão foi projetado para a frente, atingindo a cabeça da viúva, sentada no banco do passageiro. O acidente aconteceu por volta das 2h desta madrugada, no km 10 da rodovia estadual RS-717. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente que levou à morte da viúva. Segundo a inspetora Leila Fagundes, da delegacia de Tapes, onde foi registrada a ocorrência, peritos da Polícia Civil do estado foram ao local recolher informações que possam esclarecer o acidente. Os investigadores devem ouvir nos próximos dias os motoristas envolvidos na colisão para apurar a responsabilidade pela morte de Marciana.

São Luís é a 15ª dentre as cidades mais violentas do mundo

Do Blog do Djalma Rodrigues

violência
O médico José Alfredo Vasco Tenório, de 67 anos, iniciava a sua pedalada diária pela orla de Maceió, quando foi abordado por dois rapazes numa praça a 400 metros de sua casa. Um dos criminosos estava armado. Quando ele se abaixou para saltar da bicicleta, recebeu um disparo nas costas. A bala atravessou o corpo e acertou o coração. João Alfredo morreu no local e se tornou mais uma das vítimas da violência na capital alagoana, a quinta cidade com mais homicídios no mundo, segundo levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC. SãoLuisaparece na 15ª colocação nesse ranking.
O Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.
O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking.
Em relação ao levantamento de 2012, Brasília e Curitiba deixaram a lista. Por outro lado, três cidades brasileiras ingressaram no grupo: Campina Grande (PB), Natal (RN) e Aracaju (SE). As duas maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não estão no ranking. Segundo especialistas, há 10 anos o país vê os homicídios migrarem para os municípios de médio porte.
– A violência deixa de ocorrer nos polos tradicionais a partir da virada do século – afirma Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Mapa do Violência do Brasil.
Julio cita como fatores que provocaram o fenômeno a mudança do modelo econômico, com o fim da migração para as principais capitais do Sudeste, além dos investimentos federais nas cidades que tinham grandes taxas de assassinato.
– O crime organizado se nacionaliza e encontra nessas capitais de estados menores um sistema de segurança precário – diz o pesquisador.
No caso de Maceió, a cidade brasileira mais violenta, o problema ainda foi agravado por que o estado de Alagoas enfrentou seguidas greves de policiais nos anos 2000.
Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.
Estados dizem que investem para reduzir assassinatos
Os estados que possuem cidades no ranking das 50 mais violentas do mundo dizem estar fazendo investimentos para reduzir as taxas de homicídios.
O secretário de Segurança Pública do Ceará, Servilho Paixa, afirma que não há risco para os turistas que visitarem Fortaleza, a segunda cidade brasileira na lista, durante a Copa do Mundo.
– O turista pode ficar tranquilo, se conduzir no circuito apropriado, e de forma apropriada – disse.
Segundo o secretário, o estado tem investido na formação policial, na punição de irregularidades dos agentes e em gestão para reduzir os índices. Pernambuco afirma que a taxa de homicídios em Recife tem caído e que tem implantado medidas para combater a violência. Minas Gerais e Mato Grosso também dizem ter implantado medidas.
A Secretaria de Defesa Social de Alagoas, responsável pela segurança pública em Maceió, a primeira cidade brasileira no ranking, foi procurada, mas não se manifestou.
As brasileiras da lista
Maceió (5ª colocada) – 79,76 homicídios por 100 mil habitantes
Fortaleza (7ª) – 72,81 homicídios por 100 mil
João Pessoa (9ª) – 66,92 homicídios por 100 mil
Natal (12ª) – 57,62 homicídios por 100 mil
Salvador (13ª) – 57,51 homicídios por 100 mil
Vitória (14ª) – 57,39 homicídios por 100 mil
São Luís (15ª) – 57,04 homicídios por 100 mil
Belém (16ª) – 48,23 homicídios por 100 mil
Campina Grande (25ª) – 46 homicídios por 100 mil
Goiânia (28ª) – 44,56 homicídios por 100 mil
Cuiabá (29ª) – 43,95 homicídios por 100 mil
Manaus (31ª) – 42,53 homicídios por 100 mil
Recife (39ª) – 36,82 homicídios por 100 mil
Macapá (40ª) – 36,59 homicídios por 100 mil
Belo Horizonte (44ª) – 34,73 homicídios por 100 mil
Aracaju (46ª) – 33,36 homicídios por 100 mil

Dez razões para não ter saudades da ditadura

José Nascimento/Folhapress

1. Tortura e ausência de direitos humanos

As torturas e assassinatos foram a marca mais violenta do período da ditadura. Pensar em direitos humanos era apenas um sonho. Havia até um manual de como os militares deveriam  torturar para extrair confissões, com práticas como choques, afogamentos e sufocamentos.
Os direitos humanos não prosperavam, já que tudo ocorria nos porões das unidades do Exército.
“As restrições às liberdades e à participação política reduziram a capacidade cidadã de atuar na esfera pública e empobreceram a circulação de ideias no país”, diz o diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque. 
Sem os direitos humanos, as torturas contra os opositores ao regime prosperaram. Até hoje a Comissão Nacional de Verdade busca dados e números exatos de vítimas do regime. 
“Os agentes da ditadura perpetraram crimes contra a humanidade –tortura, estupro, assassinato, desaparecimento– que vitimaram opositores do regime e implantaram um clima de terror que marcou profundamente a geração que viveu o período mais duro do regime militar”, afirma. 
Para Roque, o Brasil ainda convive com um legado de “violência e impunidade” deixado pela militarização. “Isso persiste em algumas esferas do Estado, muito especialmente nos campos da justiça e da segurança pública, onde tortura e execuções ainda fazem parte dos problemas graves que enfrentamos”, complementa.
Acervo UH/Folhapress

2. Censura e ataque à imprensa

Uma das marcas mais conhecidas da ditadura foi a censura. Ela atingiu a produção artística e controlou com pulso firme a imprensa. 
Os militares criaram o “Conselho Superior de Censura”, que fiscalizava e enviava ao Tribunal da Censura os jornalistas e meios de comunicação que burlassem as regras. Os que não seguissem as regras e ousassem fazer críticas ao país, sofriam retaliação –cunhou-se até o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o.” 
Não são raras histórias de jornalistas que viveram problemas no período. “Numa visita do presidente (Ernesto) Geisel a Alagoas, achamos de colocar as manchetes no jornalismo da TV: ‘Geisel chega a Maceió; Ratos invadem a Pajuçara’. Telefonaram da polícia para o Pedro Collor [então diretor do grupo] e ele nos chamou na sala dele e tivemos que engolir o afastamento do jornalista Joaquim Alves, que havia feito a matéria dos ratos”, conta o jornalista Iremar Marinho, citando que as redações eram visitadas quase que diariamente por policiais federais. 
Para cercear o direito dos jornalistas, foi criada, em 1967, a Lei de Imprensa. Ela previa multas pesadas e até fechamento de veículos e prisão para os profissionais. A lei só foi revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2009. 
Muitos jornalistas sofreram processos com base na lei mesmo após a redemocratização. “Fui processado em 1999 porque publiquei declaração de Fulano contra Beltrano. A Lei de Imprensa da Ditadura permitia isso: punir o mensageiro, que é o jornalista”, conta o jornalista e blogueiro do UOL, Mário Magalhães. 
Arquivo Nacional


3. Amazônia e índios sob risco 

No governo militar, teve início um processo amplo de devastação da Amazônia. O general Castelo Branco disse, certa vez, que era preciso “integrar para não entregar” a Amazônia. A partir dali, começou o desmatamento e muitos dos que se opuseram morreram.
“Ribeirinhos, índios e quilombolas foram duramente reprimidos tanto ou mais que os moradores das grandes cidades”, diz a jornalista paraense e pesquisadora do tema, Helena Palmquist.
A ideia dos militares era que Amazônia era “terra sem homens”, e deveria ser ocupada por “homens sem terra do Nordeste.” Obras como as usinas hidrelétricas de Tucuruí e Balbina também não tiveram impactos ambientais ou sociais previamente analisados, nem houve compensação aos moradores que deixaram as áreas alagadas. Até hoje, milhares que saíram para dar lugar às usinas não foram indenizados.
A luta pela terra foi sangrenta. “Os Panarás, conhecidos como índios gigantes, perderam dois terços de sua população com a construção da BR-163 –que liga Cuiabá a Santarém (PA). Dois mil Waimiri-Atroaris, do Amazonas, foram assassinados e desaparecidos pelo regime militar para as obras da BR-174. Nove aldeias desse povo desapareceram e há relatos de que pelo menos uma foi bombardeada com gás letal por homens do Exército”, afirma.
Reprodução

4. Baixa representação política e sindical

Um dos primeiros direitos outorgados aos militares na ditadura foi a possibilidade do governo suspender os direitos políticos do cidadão. Em outubro de 1965, o Ato Institucional número 2 acabou com o multipartidarismo e autorizou a existência de apenas dois: a Arena, dos governistas, e o MDB, da oposição.
O problema é que existiam diversas siglas, que tiveram de ser aglutinadas em um único bloco, o que fragilizou a oposição. “Foi uma camisa-de-força que inibiu, proibiu e dificultou a expressão político-partidária. A oposição ficou muito mal acomodada, e as forças tiveram que conviver com grandes contradições”, diz o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, Michael Zaidan.
As representações sindicais também foram duramente atingidas por serem controladas com pulso forte pelo Ministério do Trabalho. Isso gerou um enfraquecimento dos sindicatos, especialmente na primeira metade do período de repressão. 
“Existiam as leis trabalhistas, mas para que elas sejam cumpridas, com os reajustes, é absolutamente necessário que os sindicatos judicializem, intervenham para que os patrões respeitem. Essas liberdades foram reprimidas à época. Os sindicatos eram compostos mais por agentes do governo que trabalhadores”, lembra Zaidan.
Folhapress

5. Saúde pública fragilizada

Se a saúde pública hoje está longe do ideal, ela ainda era mais restrita no regime militar. O Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) era responsável pelo atendimento, com seus hospitais, mas era exclusivo aos trabalhadores formais. 
“A imensa maioria da população não tinha acesso”, conta o cardiologista e sindicalista Mário Fernando Lins, que atuou na época da ditadura. Surgiu então a prestação de serviço pago, com hospitais e clínicas privadas.
“Somente após 1988 é que foi adotado o SUS (Sistema Único de Saúde), que hoje atende a uma parcela de 80% da população”, diz Lins.
Em 1976, quase 98% das internações eram feitas em hospitais privados. Além disso, o modelo hospitalar adotado fez com a que a assistência primária fosse relegada a um segundo plano. Não existiam planos de saúde, e o saneamento básico chegava a poucas localidades. “As doenças infectocontagiosas, como tuberculose, eram fonte de constante preocupação dos médicos”, afirma Lins. 
Segundo estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), “entre 1965/1970 reduz-se significativamente a velocidade da queda [da mortalidade infantil], refletindo, por certo, a crise social econômica vivenciada pelo país”.
/Arquivo Nacional

6. Linha dura na educação 

A educação brasileira passou por mudanças intensas na ditadura. “O grande problema foi o controle sobre informações e ideologia, com o engessamento do currículo e da pressão sobre o cotidiano da sala de aula”, sintetiza o historiador e professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Sávio Almeida. 
As disciplinas de filosofia e sociologia foram substituídas pela de OSPB (Organização Social e Política Brasileira, caracterizada pela transmissão da ideologia do regime autoritário, exaltando o nacionalismo e o civismo dos alunos e, segundo especialistas, privilegiando o ensino de informações factuais em detrimento da reflexão e da análise) e Educação, Moral e Cívica. Ao mesmo tempo, com o baixo índice de investimento na escola pública, as unidades privadas prosperaram.
Na área de alfabetização, a grande aposta era o Mobral (Movimento Brasileiro para Alfabetização), uma resposta do regime militar ao método elaborado pelo educador Paulo Freire, que ajudou a erradicar o analfabetismo no mundo na mesma época em que foi considerado “subversivo” pelo governo e exilado. Segundo o estudo “Mapa do Analfabetismo no Brasil”, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, o Mobral foi um “retumbante fracasso.”
Os problemas também chegaram às universidades, com o afastamento delas dos centros urbanos e a introdução do sistema de crédito. “A intenção do regime era evitar aglomeração perto do centro, enquanto o sistema de crédito foi criado para dispersar os alunos e não criar grupos”, diz  o historiador e vice-reitor do Fejal (Fundação Educacional Jayme de Altavila), Douglas Apratto.
Roberto Stuckert/Folha Imagem

7. Corrupção e falta de transparência 

No período da ditadura, era praticamente impossível imaginar a sociedade civil organizada atuando para controlar gastos ou denunciando corrupção. Não havia conselhos fiscalizatórios e, com a dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram analisadas, nem havia publicidade dos gastos públicos, como é hoje obrigatório.
“O maior antídoto da corrupção é a transparência. Durante a ditadura, tivemos o oposto disso. Os desvios foram muitos, mas acobertados pela força das baionetas”, afirma o juiz e um dos autores da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis. 
Reis afirma que, ao contrário dos anos de chumbo, hoje existem órgãos fiscalizatórios, imprensa e oposição livres e maior publicidade dos casos. “Estamos muito melhor agora, pois podemos reagir”, diz.
Outro ponto sempre questionado no período de ditadura foram os recursos investidos em obras de grande porte, cujos gastos eram mantidos em sigilo. 
“Obras faraônicas como Itaipu, Transamazônica e Ferrovia do Aço, por exemplo, foram realizadas sem qualquer possibilidade de controle. Nunca saberemos o montante desviado”, disse Reis. “Durante a ditadura, a corrupção não foi uma política de governo, mas de Estado, uma vez que seu principal escopo foi a defesa de interesses econômicos de grupos particulares.”
Reprodução

8. Nordeste mais pobre e migração

A consolidação do Nordeste como região mais pobre do país teve grande participação do governo do militares. “Nenhuma região mudou tanto a economia como o Nordeste”, diz o doutor em economia regional Cícero Péricles Carvalho, professor da Universidade Federal de Alagoas. 
Com as políticas adotadas, a região teve um crescimento da pobreza. “Terminada a ditadura, o Nordeste mantinha os piores indicadores nacionais de índices de esperança de vida ao nascer, mortalidade infantil e alfabetização. Entre 1970 e 1990, o número de pobres no Nordeste aumentou de 19,4 milhões para 23,7 milhões, e sua participação no total de pobres do país subiu de 43% para 53%”, afirma Péricles
O crescimento urbano registrado teve como efeito colateral a migração desregulada. “O modelo urbano-industrial reduziu as atividades agropecuárias, que eram determinantes na riqueza regional, com 41% do PIB, para apenas 14% do total em 1990”, diz Péricles. 
Enquanto o campo era relegado, as atividades urbanas saltaram, na área industrial, de 12% para 28% e, na área do comércio e serviços, de 47% para 58%. 
“A migração gerou mais pobreza nas cidades, sem diminuir a miséria no campo. A população do campo reduziu-se a um terço entre 1960 e 1990”, acrescenta Péricles. 
Folhapress

9. Desigualdade: bolo cresceu, mas não foi dividido

“É preciso fazer o bolo crescer para depois dividi-lo”. A frase do então ministro da Fazenda Delfim Netto é, até hoje, uma das mais lembradas do regime militar. Mas o tempo mostrou que o bolo cresceu, sim, ficou conhecido como “milagre brasileiro”, mas poucos comeram fatias dele.
A distribuição de renda entre os estratos sociais ficou mais polarizada durante o regime: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois.
Assim, na ditadura houve um aumento das desigualdades sociais. “Isso levou o país ao topo desse ranking mundial”, diz o professor de Economia da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles.
Entre 1968 e 1973, o Brasil cresceu acima de 10% ao ano. Mas, em contrapartida, o salário mínimo –que vinha recuperando o poder de compra nos anos 1960– perdeu com o golpe. “Em 1974, em pleno ‘milagre’, o poder de compra dele representava a metade do que era em 1960”, acrescenta Péricles. 
“As altas taxas de crescimento significavam mais oportunidades de lucros altos, renda e crédito para consumo de bens duráveis; para os mais pobres, assalariados ou informais, restava a manutenção de sua pobreza anterior”, explica o economista. 
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10. Precarização do trabalho

Apesar de viver o “milagre brasileiro”, a ditadura trouxe defasagem aos salários dos trabalhadores. “Nossa última ditadura cívico-militar foi, em certo ponto, economicamente exitosa porque permitiu a asfixia ao trabalho e, por consequência, a taxa salarial média”, diz o doutor em ciências sociais e blogueiro do UOL, Leonardo Sakamoto.
Na época da ditadura, a lei de greve, criada em 1964, sujeitava as paralisações de trabalhadores  à intervenção do Poder Executivo e do Ministério Público. “Ir à Justiça do Trabalho para reclamar direitos era possível, mas pouco usual e os pedidos eram minguados”, explica Sakamoto.
“Nada é tão atrativo ao capital do que a possibilidade de exercício de um poder monolítico, sem questionamentos”, diz Sakamoto, que cita a asfixia dos sindicatos, a falta de liberdade de imprensa e política foram “tão atraentes a investidores que isso transformou a ditadura brasileira e o atual regime político e econômico chinês em registros históricos de como crescimento econômico acelerado e a violência institucional podem caminhar lado a lado”.
Do Uol.

Lideranças do PSB e PPS do Maranhão participam de encontro regional na Bahia

Roberto Rocha, pré-candidato ao Senado pela oposição garantiu que os debates feitos no 3° Seminário Programático PSB-Rede-PPS poderão ser discutidos e assim incrementar o debate sobre o desenvolvimento do Maranhão
Lideranças do PSB, PPS e Rede do Nordeste se reuniram ontem em Salvador, Bahia, no 3° Seminário Regional Programático das legendas. Foram discutidas diretrizes relacionadas ao desenvolvimento da região, educação, cultura, políticas sociais e urbanismo. O pré-candidato ao Senado pela oposição do Maranhão, Roberto Rocha, esteve no evento e garantiu que o Maranhão também está inserido nessa discussão dos partidos.
O debate teve o objetivo de aprofundar as Diretrizes do Programa de Governo do pré-candidato a presidência da República, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, com as principais demandas da Região Nordeste.
Para Eduardo Campos, dialogar com a população é um dos principais meios para saber do que o Brasil precisa. “Precisamos discutir o Brasil. Temos que compreender que a nação quer o debate. E precisamos mostrar para todo o país, que nós do nordeste não somos parte do problema do país. Somos parte da solução para o Brasil”, disse Campos.
Além do governador de Pernambuco, estiveram no seminário programático o ex-senadora Marina Silva, o deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, além de novas lideranças como Eliana Calmon.
Marina Silva criticou o atual governo federal e sua forma de garantir a governabilidade com a distribuição de cargos. Segundo Marina, o Brasil não precisa de gerentes, mas de líderes de visão estratégicas. “Não estamos construindo um outro caminho, estamos, principalmente, construindo uma outra maneira de caminhar. Governaremos com os melhores independente de partidos. Esse tipo de governabilidade com distribuição de cargos está com a validade vencida”, disse Marina Silva.
Maranhão – Além de Roberto Rocha, estavam presentes no encontro o ex-governador José Reinaldo Tavares, o presidente estadual do PSB e prefeito de Timon, Luciano Leitoa e ainda o deputado estadual Bira do Pindaré. Pelo PPS estavam a deputada Eliziane Gama e o secretário da legenda, Paulo Matos.
Para as lideranças maranhenses, o estado tem papel importante no debate sobre mudanças no Brasil e nos estados. Segundo Roberto Rocha, essa época de pré-campanha é importante discutir o Brasil não somente como um todo, mas também em partes porque existem diferentes “Brasis” dentro da nação, cuja marca maior é a desigualdade entre as regiões.
“Aqui hoje no Nordeste é possível ver a pujança da região não somente no voto, mas também no desenvolvimento”, disse.
Ainda de acordo com Rocha, o que foi discutido no seminário do PSB, PPS e Rede poderá ser levado a um debate mais específico no Maranhão, que é um estado produtor. “A partir dessas discussões, poderemos incrementar ainda mais nosso plano de desenvolvimento para o nosso Estado”, afirmou Roberto Rocha. 

Assaltante morre após ser linchado por populares, no Cohaserma

Do Blog Do Luís Cardoso

O dono do táxi pediu ajuda à população, que parou o automóvel e agrediu o trio até a chegada da polícia.
Moradores do bairro Cohaserma, em São Luís, lincharam um dos três assaltantes que tentaram roubar um taxista na rua 01 do bairro, na manha deste sábado. O homem, identificado apenas como “Paulo”, foi linchado por populares.
Segundo informações policiais, o trio ameaçou o taxista com uma faca. Após descuido dos bandidos, ele conseguiu pular do carro, e pediu ajuda. Os três tentaram fugir, mas os moradores da região os cercaram, e iniciaram a agressão.
Quando a polícia chegou ao local, o homem já estava morto. As duas mulheres identificadas como: Maria Tereza Silva Carneiro e Jorgiane Costa Silva, foram encaminhadas, com ferimentos, para o Plantão Central da Beira-Mar.

Roseana Sarney dispensa policiais e onda de assalto aumenta em Tuntum

Roseana Sarney dispensa policiais e investe em campanha  de Luis Fernando
Durante alguns
dias a segurança publica melhorou muito em Tuntum, com o aumento do efetivo
policial. Porem com a dispensa dos novos policias pela governadora Roseana
Sarney os assalto voltaram com força total.
Ontem de
madrugada o ônibus da Cisne Branco foi assaltado na Praça São Francisco de
Assis na saída para São Luís. Já hoje por volta das 06:30 horas a loja de
material de construção GILTEL que fica na Av. São Raimundo também foi assaltada.
No inicio da semana um corpo foi achado jogado numa piçarreira no povoado
Jenipapo e não havia policias suficiente para ir ao local que fica a cerca de
75 km da sede.
Mesmo com
mais policiais fica difícil fazer a segurança em um município do tamanho de
Tuntum, imagina com o contingente altamente reduzido.
É lamentável
atitudes impensadas como esta da 
governadora Roseana Sarney, pois que sofre com a falta de segurança é a
população, principalmente os mais necessitados. Muitos dizem que a dispensa dos
policias foi por falta de recursos para os salários, porem a Secretaria
comandada pelo candidato da família Sarney, Luís Fernando, tem dinheiro
sobrando para fazer campanha.

Quando será
que a Roseana Sarney e sua família vai realmente investir em segurança publica.

Empresário da Giltel Construção é assaltado

Do Blog do Lobão

A onda de assaltos não param em Tuntum, a nova vítima foi o empresário do ramo de material de construção, Gilvan Pereira Gomes, o Giltel Construção, localizado a rua São Raimundo. O empresário disse que havia acabado de abrir sua loja, hoje (22), por volta das 6:45h, quando foi surpreendido por um desconhecido que estava de capacete. “Ele disse que era um assalto, mas eu achava que ele estava de brincadeira, foi quando eu vi a arma apontada pra mim”, disse.
Gilvan foi obrigado a entregar a sua corrente e dois anéis de ouro, segundo ele, avaliados em R$ 10.000,00. O assaltante  após concretizar o seu intento mandou o empresário ficar de costas e fugiu na garupa de uma moto de cor preta. “Eu ainda pensei em pegar o carro e chamar a polícia, mas desisti”, afirmou. Gilvan disse  não reconhecer nenhum dos elementos que participaram do ato criminoso. Há 15 dias uma peixaria localizada a rua Senador Vitorino Freire passou pela mesma situação, os indivíduos levaram cerca de R$ 1.300,00.

Deputado Carlos Brandão critica manobra de Dilma para evitar criação de novos municípios

Pela segunda vez consecutiva, a análise do
veto ao projeto que cria mais municípios foi adiada. Durante sessão do
Congresso nesta semana, o governo pediu mais tempo para negociar com os
parlamentares um texto substituto para o projeto sobre a criação de municípios
(Projeto de Lei Complementar 406/08), vetado totalmente pela presidente Dilma
Rousseff. Senadores obstruíram a sessão e não compareceram ao plenário.
 Para o
deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), o direito de apreciar o veto foi negado ao
Congresso. “A presidente Dilma ia sofrer uma grande derrota e resolveu fazer um
acordo com o Senado. Não se pode fazer esse boicote. Não podemos ser submissos!
Isto é democracia: debater, discutir, convencer e ser convencido”, criticou o
deputado.
 O projeto
sobre a criação de municípios foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado.
É uma demanda, sobretudo, de estados como Maranhão e Pará, onde há distritos
distantes da sede dos municípios e, como resultado, de difícil acesso aos
serviços e distribuição de recursos.

Secretário Genilson Araújo encaminha projeto para recuperação do leito do Riacho Tuntum.

Secretário Genilson Araujo, com a primeira dama Daniella Cunha e o
representante dda ONG LIBERTAS
Foi dado o primeiro
passo dado para recuperação às áreas de preservação permanente e nascentes do
Riacho Tuntum, localizadas em área urbana e rural do município de Tuntum, com o
projeto cadastrado no SICONV pelo secretário municipal do meio ambiente
Genilson Araujo.

O Riacho
Tuntum é muito importante para o povo de Tuntum, pois os recursos hídricos
exercem múltiplas funções no atendimento de demandas sociais, econômicas e
ambientais, sua conservação proporciona seu uso sustentável e controle de sua
qualidade. Dentre os recursos hídricos, encontram as nascentes, constituídos a partir
de afloramentos do lençol freático, que dão origem a uma fonte de água de
acúmulo ou cursos d´água.

Este projeto
também irá acabar com as enchentes que prejudicam várias famílias que moram próximo
ao Riacho Tuntum nos períodos chuvosos.