Militante histórico do partido, o administrador Francimar Melo assumiu, ontem, a presidência do Partido dos Trabalhadores no Maranhão para o biênio 2022/23.
Diferentemente do que vinha pregando o seu antecessor, Augusto Lobato, que declarou apoio pessoal a reeleição do vice-governador Carlos Brandão, do PSDB, Melo afirmou, em entrevista ao radialista Henrique Pereira, do programa Ponto Continuando, que dialogará com toda base – filiados, pré-candidatos e representantes de diretórios municipais, por exemplo – no sentido de obter uma posição unificada acerca de como o petismo irá se posicionar na sucessão do governador Flávio Dino (PSB).
“Minha posição será a posição do partido. Não colocarei minha posição pessoal”, disse.
De acordo com ele, assim como já está definido no plano nacional, cujo projeto estratégico é a eleição do ex-presidente Lula para o Palácio do Planalto, no Maranhão o partido deve construir um projeto estratégico; e isso só será possível dialogando e estabelecendo a unidade do grupo.
O novo presidente disse respeitar a decisão pessoal de apoio de Dino à Brandão. Ele classificou o governador como aliado de primeira hora e o seu posicionamento em favor do tucano será analisado com sensibilidade.
Sobre o pleito proporcional, Francimar Melo explicou que o objetivo é eleger dois deputados federais e três deputados estaduais.
Ele mostrou-se contrário a federação partidária, dispositivo que, na sua avaliação, pode prejudicar os planos do petismo maranhense de aumentar suas bancadas na Assembleia e Câmara.
Melo afirmou, ainda, que na reunião do próximo dia 31, quando Dino irá se encontrar novamente com presidentes dos partidos que lhe prestam apoio, já pretende apresentar encaminhamento sobre qual caminho o PT irá seguir no pleito majoritário.
De Glaucio Ericeira