Índios da Reserva Canabrava fazem novas reivindicações no Maranhão
Há seis dias, a BR-226 está interditada pelos índios. Ontem (11), eles até liberaram temporariamente o tráfego pela rodovia. Ontem, os repórteres Honório Jacometto e Miguel Nery tiveram acesso a área interditada e conta como a rotina dos moradores mudou nesta semana.
O Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal (PF) assumisse as negociações. Mesmo assim, foram os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que entraram na aldeia Guajajara e conseguiram a liberação temporária da rodovia. Durante uma hora, os caminhoneiros que tinham os veículos retidos, alguns com cargas perecíveis, retomaram o caminho. Pelo menos 40 policiais federais, no entanto, se deslocam, neste início de manhã, em direção à aldeia e prometem agir com rigor caso não haja liberação da BR-226.
O governo do Maranhão se comprometeu, ontem (11), em liberar R$ 3 milhões para a melhoria do transporte escolar, conforme a reivindicação dos indígenas. Mas as reivindicações aumentam a cada dia. Agora, por exemplo, os índios querem que a Eletronorte pague uma espécie de compensação fiscal por linhas transmissão que passam dentro da reserva Canabrava.
Ontem, mesmo com 40 homens da PF, 20 da PRF, 80 da Polícia Militar, além de homens que fazem o policiamento da região, que estão em Barra do Corda para as negociações com os índios, não foi o bastante para evitar uma fuga em massa de presos da Delegacia Regional. Apenas um dos fugitivos foi recapturado. Fonte: Portal da Amazônia
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