Morre o homem que combateu as remarcações de preços durante o Plano Cruzado

Morreu por volta das 13h desta terça (26), em São Paulo o senador Romeu Tuma (PTB-SP), 79 anos. A informação foi confirmada pelo filho do senador, o médico Rogério Tuma. O senador estava internado ha 56 dias no Hospital Sírio Libanês, na cidade de São Paulo. Ele era casado com a professora Zilda Dirane Tuma. Deixou quatro filhos e nove netos. Neste mês, o senador passou por uma cirurgia para implantação de um coração artificial, devido a uma grave insuficiência cardíaca. Às 15h desta terça, o hospital Sírio-Libanês divulgou nota, assinada pelo diretor-técnico Antonio Carlos Onofre de Lira e pelo diretor clínico Riad Younes, na qual informa que o senador morreu “em decorrência de falência de múltiplos órgãos”. O velório ocorrerá na Assembléia Legislativa de São Paulo. O corpo será velado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Romeu Tuma exerceu dois mandatos como senador por São Paulo. Durante a campanha eleitoral deste ano, foi internado e não conseguiu se reeleger. Em 1994, disputou pela primeira vez uma eleição e se elegeu senador com mais de 5,5 milhões de votos. Em 2000, foi candidato à Prefeitura de São Paulo, mas terminou em quarto lugar. Nas eleições de outubro de 2002, recebeu 7,27 milhões de votos e obteve novo mandato de senador, com vigência até 2011. Tuma foi o primeiro corregedor parlamentar do Senado Federal. Pertencia ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.
Dois de seus filhos seguiram a carreira política. Romeu Tuma Júnior foi deputado estadual em São Paulo e secretário nacional de Justiça. Robson Tuma foi deputado federal até 2006.
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