A força política do PSDB é expressiva, sinônimo de transformação,
sendo este o seu verdadeiro legado. Por este motivo, é natural que cause temor
o retorno do PSDB ao comando do país.
Aos que propagandeiam que a Social Democracia construiu um país desigual
e distorcem as propostas de nosso ex-presidente da República, Fernando Henrique
Cardoso, vamos aos fatos.
Antes do modelo FHC, era comum em nosso país auxílios variados,
intermediados pelo poder público local. Depois da política adotada pelo ex-presidente,
foi estruturada uma rede de proteção social para combater a pobreza, gerando um
novo patamar de combate à exclusão social.
Isto significa, na prática, que ao final de 2002, cerca de 6,5
milhões de famílias já estavam sendo atendidas nos programas de transferência
de renda estabelecidos nos governos de FHC.
Outros 6,5 milhões de trabalhadores rurais estavam beneficiados
com aposentadoria plena. Cerca de 1,5 milhão de pessoas idosas ou com
deficiência recebiam seu benefício continuado de um salário mínimo.
Consequência: entre 1994 e 2001, a participação dos gastos sociais no orçamento
federal passou de 23% para 28,3%, elevação real de quase 70%.
O PSDB foi o responsável pela criação de programas como Programa
de Erradicação do Trabalho Infantil, Programa Bolsa Escola, Programa de
Garantia de Renda Mínima, Programa Bolsa Alimentação, Programa Auxílio-Gás,
mais tarde apropriados pelo governo petista, que só se preocupou em dar outra
roupagem à maioria deles, chamando-os de Bolsa Família.
Ou seja: se geramos programas como esses, se eles tiveram sucesso
e hoje sustentam governos inexperientes, o próximo passo é retomar as rédeas e
democratizarmos mais programas que sejam benéficos para a nossa população.
Vamos agora ao Plano Real. Há duas décadas, após o fracasso de
vários planos econômicos, o Plano Real pôs fim à hiperinflação. As gerações
atuais vivem com mais qualidade porque um grande trabalho foi desenvolvido para
combater a inflação que dizimava a renda das famílias, alimentava a
desigualdade social e impedia o país de crescer.
Se o nosso país obteve avanço é porque, sem dúvida, vinte anos
atrás FHC nos deixou uma herança que hoje é patrimônio. Em compensação, sabemos
que se o Brasil encara atualmente um momento delicado, de baixo crescimento,
inflação rediviva e coloca a própria credibilidade em risco é porque o governo
federal se sustenta no medo. Causa medo. Multiplica o medo.
Mais medo ainda tem o governo do país ao enxergar, sem querer
acreditar, que o senador Aécio Neves foi capaz de propor projeto de lei que
incorpora o Bolsa Família à Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS, com
objetivo claro de assegurar a inclusão do beneficio no conjunto de políticas
públicas de assistência social e de erradicação da pobreza no Brasil. Ou seja:
o Bolsa Família não seria mais um programa de governo. Seria um programa de
Estado.
O que o Partido dos Trabalhadores faz? Impede a sua votação. Foi
posta em cheque a aplicabilidade de seu único trunfo – lembremos -, originado
pelo PSDB e tocado como seu. Isso revela que a prioridade do partido é apenas o
uso eleitoral do Bolsa Família.
O que o PT promove é o adiamento da votação deste projeto de lei
no Senado, junto com a garantia da manutenção do Bolsa Família dentro do
conjunto de diretos assegurados às famílias, independentemente da vontade do
governo, como os benefícios já garantidos de assistência à maternidade, à
infância, à adolescência e à velhice.
Relembrando, agora, a ideia da matéria publicada recentemente pela
oposição, onde é retratado o temor do deputado federal Pedro Fernandes quanto à
volta do PSDB à presidência da República, em entrevista à Rádio
Capital, concluo: do que o povo está com medo é da inflação que
voltou, da corrupção instalada em nosso país e dos canteiros de obras
inacabadas – o que representa um desperdício de dinheiro público – a exemplo da
Refinaria Premium I, em Bacabeira.
Da Ascom do PSDB