
Em um longo desabafo os pais de Maria Fernanda, de 1 ano e 7 meses, expuseram a situação em que a filha foi colocada pelo HAPVIDA Planos de Saúde. A Maria Fernanda está internada há um ano e cinco meses na UTI Neuropediátrica para tratar uma Hipotonia, Displasia Broncopulmonar, que estão sob investigação de uma possível síndrome. A médica geneticista da paciente solicitou um exame chamado de “EXOMA”, mas este foi negado pelo HAPVIDA. Diante da situação, os pais não tiveram outra alternativa a não ser procurar a Defensoria Pública para garantir o direito da paciente de realizar o exame, o que foi concedido pela Justiça.
Em uma decisão proferida no dia 19/10/2017 do Tribunal de Justiça do Estado, através da Distribuição Automática, em caráter Liminar, foi concedida a Tutela de Urgência para que o Plano de Saúde cumpra as determinações, a fim de dar continuidade ao tratamento, implantando um sistema de Home Care (24 horas), no prazo de 72 horas. Intimada, a empresa HAPVIDA Planos de Saúde mostrou que não tem interesse algum em cumprir a decisão da Justiça, tanto que já recebeu diversas multas pelo descumprimento.
Ao longo de todo o processo, os pais foram amparados por documentos médicos que comprovam que a Maria Fernanda tem plena condição de ser atendida pelo sistema Home Care, por estar clinicamente estabilizada, segundo os laudos médicos.
Os pais buscam o atendimento em casa, primeiro porque ela pode receber os cuidados no próprio lar, e segundo para que não seja bombardeada diariamente por radiação, uma vez que, Maria Fernanda está internada na UTI Neuropediátrica onde outras crianças fazem Raio-X, com o atendimento Home Care essa situação seria descartada. Além disso, existe o risco de contaminação e outras infecções no ambiente hospitalar, segundo os pais.
O descaso do HAPVIDA com a vida da filha tem aumentado o sofrimento dos pais e aumenta a revolta por, neste momento, a empresa se mostrar totalmente insensível ao estado de saúde de uma criança com menos de dois anos de idade.
Mesmo diante da falta de compromisso e menosprezo do HAPVIDA, os familiares de Maria Fernanda continuam na luta para que a criança tenha seus direitos garantidos. No próximo dia 22 de agosto, a família terá uma audiência de Instrução e Julgamento, na 9ª Vara Cível, no Fórum Desembargador Sarney Costa.
Do Blog do Ronald Segundo