
A última pesquisa feita pela Quaest antes da votação mostrou que Eduardo Braide (PSD) perdeu fôlego com os eleitores maranhenses após o debate na TV Mirante, caindo cerca de 10 pontos. O próprio levantamento da Quaest, que tenta apontar o favoritismo de Braide, indica também que 50% dos eleitores maranhenses ainda estão indecisos. Com metade do eleitorado sem candidato definido, não é possível definir um resultado já no primeiro turno.
Vale lembrar que o instituto tem histórico de discrepâncias entre o que divulga e o que as urnas confirmam:
Bahia (2022): a Quaest apontava ACM Neto com 61% contra 11% de Jerônimo Rodrigues. Nas urnas, Jerônimo venceu o primeiro turno com 49,45% contra 40,80% e foi eleito no segundo turno com 52,53% dos votos válidos.
São Paulo (2022): a pesquisa trazia Haddad à frente, com 31% contra 21% de Tarcísio. Tarcísio venceu o primeiro turno com 42,32% contra 35,70% e foi eleito no segundo turno com 55,3%.
Senado por SP (2022): na véspera, a Quaest indicava empate técnico entre Márcio França e Marcos Pontes, com 39% cada. Pontes venceu com 49,68% contra 36,27% do segundo colocado.
Maranhão (2022): A pesquisa para governo do Maranhão apontava Carlos Brandão com 41% das intenções de voto, Weverton Rocha com 20% e Lahesio Bonfim com 16%. Já nas urnas, Brandão foi eleito com 51,29% dos votos válidos, enquanto Lahesio terminou em segundo, com 24,87%, e Weverton em terceiro, com 20,71%
Esses e outros casos mostram que os levantamentos da Quaest seguem demonstrando imprecisões e favoritismos. No cenário real, tudo indica que a eleição deve ser definida no segundo turno, entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB).
